quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Jeremy Lin faz cesta da vitória do New York Knicks na NBA



Então os Knicks perdiam por 15 pontos, Jeremy Lin, a sensação da NBA na atualidade, tinha cinco erros e módicos 15 pontos em sua primeira apresentação após ter sido eleito o jogador da semana. Parecia que os canadenses do Toronto Raptors sairiam com a vitória, mas como diz Mike D’Antoni, técnico dos Knicks, Lin é duro na queda.

Lin recuperou-se, anotou 12 de seus 27 pontos no último período (fechou com 11 assistências também) e fez o mais importante: com o jogo para ser decidido nos momentos finais, anotou seis pontos no último minuto (primeiro com uma falta+cesta, e depois com uma bola de três pontos a 0,5s do final).
Deu a vitória aos Knicks por 90-87 (a sexta seguida), provou mais uma vez que é, de fato, duro na queda e colocou os nova-iorquinos a apenas uma vitória de “zerar” a campanha (agora 14-15). Isso tudo, é bom lembrar, sem Carmelo Anthony, a estrela da companhia. No fim, foi humilde pacas:
“Estávamos jogando bem, mas não conseguíamos vencer os jogos apertados. Agradeço ao técnico e aos meus companheiros por terem confiado em mim desde que entrei, e digo que só por causa deles é que tenho jogado bem nas últimas semanas”.
Veja o lance final de Jeremy Lin na noite de ontem e responda na caixinha: já dá pra dizer que Lin é uma realidade da NBA, ou é preciso esperar um pouco mais?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A historia de JeremyLin o nerd que se tornou a maior febre da nba no momento.



Conheça a história de Jeremy Lin, o ‘nerd’ que se tornou a maior febre da NBA no momento 


O nome dele é Jeremy Shu-How Lin. Tem 23 anos, nasceu em Palo Alto, Califórnia, e tinha tudo para ser só mais um nerd descendente de asiáticos (seus pais são de Taiwan) que quis jogar basquete com algum sucesso. Foi muito bem na escola de segundo grau em Palo Alto (15,1 pontos, 7,1 assistências e 6,2 rebotes no último ano), mas mesmo assim não conseguiu bolsa de estudos nas principais faculdades (enviou DVD e tudo).
Acabou, sem bolsa mesmo, em Harvard, uma das faculdades mais conceituadas no mundo acadêmico, onde se formou em economia (teve a ótima média de 3,1) e conseguiu jogar muita bola em uma conferência, a Ivy League, formada, basicamente, por todos os nerds dos Estados Unidos (são oito faculdades: Brown, Columbia, Dartmouth, Cornell, Yale, Harvard, Princeton e Pennsylvania). Obteve as médias de 16,4 pontos, 4,5 passes e 4,4 rebotes em seu último ano, mas era olhado com desconfiança por quase todo mundo (para ser justo, Jim Calhoun, de Connecticut, elogiou pacas o armador).
Mesmo assim ele tinha uma missão: ser o primeiro jogador de Harvard a jogar na NBA desde 1953-1954 (a faculdade só produziu três atletas para a liga: Saul Mariaschin, que jogou no Boston Celtics em 1947-48, Edward Smith, que atuou por 11 jogos pelos Knicks em 1953-54, e Wyndol Gray, All-American de 1945-46 que jogou pelos Celtics) e o primeiro da Ivy League a ser escolhido no Draft desde Jerome Allen (Pennsylvania, 1995). Para ser mais exato, Chris Dudley, de Yale, foi o último da Ivy a jogar na NBA, em 2003. A segunda parte ele não conseguiu, já que em nenhuma das duas rodadas da seleção universitária de 2010 ele foi draftado. Mas na primeira ele chegou lá.
Assinou um contrato de dois anos com o Golden State Warriors em 21 de julho de 2010, mas foi pouco utilizado. Anotou sua primeira cesta na NBA contra os Lakers, mas não fez muito mais do que isso. Foi dispensado no final do primeiro ano, cogitou jogar na Europa durante o locaute, mas preferiu esperar uma nova oportunidade. Ela veio em 27 de dezembro, quando o New York Knicks, um tanto quanto desesperado após perder o seu calouro Iman Shumpert para uma lesão, assinou com Lin.
O começo, óbvio, não foi fácil, e o banco de reservas era o porto-seguro de Lin, cujo salário anual é de US$ 762 mil. Escondido entre Bill Walker, Jared Jeffries e Jerome Jordan, ouviu um “entra” de Mike D’Antoni no sábado passado (2 de fevereiro) contra o New Jersey Nets quase como um “me salva, cara” de um técnico que estava cada vez mais ameaçado e de um time cada vez mais à deriva (os Knicks perderam 11 das últimas 13 e não se encontravam com a armação tenebrosa de Toney Douglas). Foi lá, e como quem não tinha o que perder despejou 25 pontos e sete assistências para não mais parar de mostrar talento, velocidade e inteligência em quadra.
No jogo seguinte, 28+8 contra o Utah, depois 23+10 contra os Wizards e ontem 38+7 contra os Lakers (foi apaludido por Woody Allen, Ben Stiller e, claro, Spike Lee). Pronto. Quatro jogos e quatro vitórias depois Lin virou febre em uma liga que busca um novo olho puxado para vender na Ásia pós-aposentadoria de Yao Ming, ganhou bilhões de apelidos (gosto muito do Yellow-Mamba, numa alusão ao Black-Mamba de Kobe Bryant), tornou-se exceção em uma liga que tem 80,2% da mão de obra formada por negros e ajudou a reerguer um time que precisava de salvação sem suas duas principais estrelas (Carmelo Anthony e Amare Stoudemire, é bom lembrar, estão fora).
Na quinta-feira, antes do jogo contra os Knicks, Kobe Bryant disse que não conhecia Jeremy Lin. Não foi desprezo, foi pura falta de conhecimento com alguém que uma semana atrás só esquentava o banco de uma das franquias com a maior crise de identidade da NBA (antes, apenas 53 minutos somados). Com humildade, Kobe disse, após ver o nerd de olho puxado fazer 38 pontos e sete assistências para estraçalhar os Lakers, que esta é uma das mais belas histórias de perseverança que ele já conheceu.
É por aí mesmo. Não dá, ainda, para saber como será o futuro de Jeremy Lin na NBA. Muito provavelmente seus números cairão quando Carmelo Anthony, Amare Stoudemire e Baron Davis voltarem (este último, na verdade, estrear com a camisa dos Knicks justamente na posição de Lin). Aconteça o que acontecer, porém, já terá sido uma baita história de alguém que jamais desistiu e de alguém que, com inteligência, colocou o estudo sempre em primeiro lugar.

Abaixo alguns vídeos de e sobre Jeremy Lin, a sensação da temporada 2011-2012 da NBA

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